terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Entre Társis e Nínive, existe uma baleia!

A História de Jonas e a baleia
Iranilson Buriti

Hoje estava meditando no livro de Jonas. Compreendi coisas simples, mas tremendamente importantes para minha vida espiritual. Uma das coisas que entendi, é que entre Társis e Nínive existe uma baleia. Entre dar as costas para Deus e cumprir o seu chamado, existem circunstâncias criadas por Deus, para me salvar, simplesmente porque Ele não desiste de mim, mesmo quando estou escondido e dormindo em um porão de navio!
Quando eu desobedeço ao propósito do Pai, eu pego o caminho para Társis. Navego nas águas da minha decisão, passo a fazer parte de um navio cargueiro cheio de tralhas, de coisas banais, de objetos que não me ajudam a cumprir os planos de Deus. Durmo no porão, sem me importar com as pessoas que estão gritando por mim em Nínive.
Quando desobedeço ao propósito do Pai, passo a ser carga para os demais que, apavorados com a minha presença, tentam remar de volta à terra, mas as tempestades, provocadas pela minha presença indesejável, são grandes demais. Para que o navio não afunde e os homens morram, EU TENHO QUE MORRER, ser atirado ao mar, jogado aos peixes. O preço da minha desobediência a Deus gera morte, perdas materiais e espirituais. O navio perdeu sua carga. Nínive continuou perdendo suas vidas por causa do pecado. Esperavam por um profeta, mas este preferiu mudar o seu próprio destino.
Mas existe, em algum lugar do mar, uma baleia! Baleia que, diferentemente do profeta, “ouviu” a voz de Deus e levou socorro ao que morria: Jonas. A baleia foi a circunstância daquele momento. Hoje outras “baleias” podem nos engolir e, dentro delas, passarmos três dias em arrependimento, em choro, em orações. No bucho do peixe, em meio aos odores insuportáveis, há um escape, uma saída para nós, porque Deus é Deus e não desiste de nós. Jonas, um profeta desobediente, insensível e egoísta no que diz respeito à salvação, foi escolhido por Deus e o seu nome é registrado para memória permanente.
Não precisamos ir para o bucho da baleia, sentir o gosto amargo das águas salinas, a respiração sufocante, o pavor da morte, as trevas dia e noite. Nínive nos chama e podemos ir direto para lá, sem precisarmos ouvir os gritos amedrontados dos marinheiros, a revolta destes com a nossa desobediência. Podemos ir para Nínive pregar arrependimento sem pegarmos o navio da desobediência, a ponto de sermos expulsos do porão e empurrados para as águas.
Vamos para Nínive, lugar de arrependimento e salvação! Não invoquemos, através da desobediência, uma baleia para nos engolir. Entre Társis e Nínive existe uma baleia, mas podemos, se cumprirmos o propósito profético de Deus, nem sabermos da sua existência.

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